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Beny Moré

Cantor Cubano, Líder de Banda e Improvisador de Son

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Bartolomé Maximiliano Moré Gutiérrez, conhecido profissionalmente como Beny Moré, nasceu em 24 de agosto de 1919 em Santa Isabel de las Lajas, cidade da antiga província de Santa Clara que atualmente integra a Província de Cienfuegos, no centro de Cuba.[1] Filho mais velho dos dezoito filhos de Virginia Moré e Silvestre Gutiérrez, desenvolveu uma voz tenor fluida de notável poder expressivo, e seu alcance artístico abrangeu o son cubano, a guaracha, o mambo, o son montuno, o cha cha chá e o bolero ao longo de uma carreira de aproximadamente duas décadas.[1] Dois títulos honoríficos refletem sua posição entre os contemporâneos: "El Bárbaro del Ritmo," que reconhecia a urgência percussiva de sua presença no palco, e "El Sonero Mayor," que reconhecia seu domínio do soneo, a tradição de improvisação vocal espontânea inscrita na prática do son cubano.[1]

A formação profissional de Moré teve início durante a década de 1940, quando ingressou no Trío Matamoros, conjunto que ocupa lugar central na tradição do son cubano, antes de uma temporada de turnê levá-lo ao México.[1] Uma cronologia de capítulo em Wildman of Rhythm, de John Radanovich, situa o período mexicano entre aproximadamente 1945 e 1948, durante o qual Moré permaneceu no país em vez de retornar imediatamente a Cuba.[2] Naqueles anos, colaborou com Dámaso Pérez Prado, interpretando material de guaracha-mambo num momento em que esse gênero gerava interesse popular sem precedentes em todo o continente americano.[1] Sua passagem pelo México também resultou em uma participação cinematográfica: em 1946 fez sua estreia no cinema ao lado da dançarina Ninón Sevilla em Carita de cielo, embora depois disso tenha concentrado seus esforços na performance e nas gravações.[1]

Tendo retornado a Cuba por volta de 1952, Moré trabalhou ao lado dos pianistas Bebo Valdés e Ernesto Duarte antes de fundar o conjunto mais intimamente associado à sua obra madura.[1] A Banda Gigante, formada em 1953, firmou-se entre as maiores big bands cubanas da década e proporcionou a Moré os recursos orquestrais necessários para realizar suas concepções musicais mais complexas.[1][2] O gênero mais amplo a que o conjunto servia — o mambo — havia se desenvolvido dentro de Cuba e se espalhado por todo o hemisfério, com Pérez Prado e Moré reconhecidos entre seus principais popularizadores.[3] Ray Santos, posteriormente reconhecido como um dos principais arquitetos do som da música latina na Nova York de meados do século, figura entre os arranjadores documentados como tendo trabalhado com Moré durante esse período de atividade sustentada.[4]

Um elemento distintivo da arte performática de Moré era sua participação na controversia, a tradição vocal competitiva em que dois cantores alternavam versos improvisados diante de um público ao vivo.[1] Seus parceiros documentados nessas trocas incluíam Cheo Marquetti e Joseíto Fernández, ambos intérpretes reconhecidos dentro da tradição do son.[1] Seu repertório gravado mais amplo se estendia além de suas próprias composições para incluir obras de outros autores; a canção no estilo charanga "Parece que va a llover," composta por Antonio Matas em 1947, estava entre as peças que interpretou, e a canção posteriormente atraiu regravações de artistas de toda a região.[5]

Moré sofreu de alcoolismo durante a parte final de sua carreira e morreu de cirrose hepática em 19 de fevereiro de 1963, aos quarenta e três anos.[1] O panorama da música cubana elaborado por Philip Sweeney o situa em seu tratamento do mambo, o gênero por meio do qual a música popular cubana exerceu sua maior influência internacional na década anterior à revolução, uma avaliação que reflete o reconhecimento duradouro, por parte dos arranjadores e líderes de banda da música latina subsequentes, de seu papel formativo na tradição.[6]

Referências

  1. 1.Benny MoréWikipedia contributors, Wikipedia
  2. 2.Wildman of rhythm : the life & music of Benny MoréRadanovich, John, 2009
  3. 3.Mambo (baile)Wikipedia contributors, Wikipedia
  4. 4.Ray Santos - An Arranger's ArtEdwin Garcia, Esq., 2018
  5. 5.Parece que va a lloverWikipedia contributors, Wikipedia
  6. 6.The rough guide to Cuban musicSweeney, Philip, 2001
  7. 7.Buena Vista Social ClubWikipedia contributors, Wikipedia
  8. 8.Wildman of rhythm : the life & music of Benny MoréRadanovich, John, 2009, contents
  9. 9.The rough guide to Cuban musicSweeney, Philip, 2001, contents (Mambo chapter)
  10. 10.Benny MoréWikipedia contributors, Wikipedia
  11. 11.Ray Santos - An Arranger's ArtEdwin Garcia, Esq., 2018
  12. 12.Benny MoréWikipedia contributors, Wikipedia
  13. 13.Identification Through Movement: Dance as the Embodied Archive of Memory, History, and Cultural IdentityLauren D Romaguera, 2018
  14. 14.Benny MoréWikipedia contributors, Wikipedia
  15. 15.Celia CruzWikipedia contributors, Wikipedia

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Bailar Editorial Team. (2026). Beny Moré. Bailar Biblioteca. Recuperado em July 5, 2026, de https://getbailar.com/biblioteca/encyclopedia/salsa/pioneers/beny-more

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Editor-chefe: Paul Thomas Plawin

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