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"Mas Que Nada": O Novo Tipo de Samba de Jorge Ben

A canção de 1963 que atualizou o samba — e se tornou a melodia brasileira mais reconhecida globalmente

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De todas as canções que o Brasil exportou, poucas são tão instantaneamente reconhecidas ao redor do mundo como "Mas Que Nada." Escrita e gravada por Jorge Ben em 1963, anunciou uma nova abordagem ao samba — e passou a tornar‑se, por meio de versões posteriores, uma das melodias brasileiras mais amadas globalmente.[1]

Um novo tipo de samba

"Mas Que Nada" foi a faixa de destaque no álbum de estreia de Jorge Ben, de 1963, Samba Esquema Novo — literalmente "Samba de Novo Esquema" — um disco que sinalizou uma mudança na música popular brasileira.[1] O estilo de Ben não se enquadrava perfeitamente nas categorias existentes. Como ele próprio recordou, as pessoas lhe diziam que sua música "era um samba que não era um samba, mas que era um samba" — um novo tipo de samba.[1]

A inovação residia no groove. Ben tocava com uma técnica de guitarra polegar e indicador distintiva que impulsionava o ritmo, e simplificou as harmonias luxuosas e sofisticadas da bossa nova em algo mais propulsivo e percussivo.[1] O resultado situava‑se entre a intimidade fria da bossa nova e o samba mais antigo e festivo — dançante, contagiante e inconfundivelmente moderno. O próprio título e refrão da canção, um chamado exuberante para não deixar nada atrapalhar, capturaram seu impulso alegre.

Do Brasil para o mundo

Embora "Mas Que Nada" fosse um sucesso no Brasil, sua fama global chegou por meio de uma das figuras mais importantes na exportação da música brasileira. O pianista e líder de banda Sérgio Mendes a gravou com seu grupo Brasil ’66 em seu álbum de estreia de 1966, e essa versão levou a canção a audiências internacionais, tornando‑a um elemento básico do repertório mundial de bossa e samba.[1]

A canção mostrou‑se notavelmente durável. Foi reinterpretada por grandes artistas de jazz — entre eles Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie e Oscar Peterson — e, décadas depois, retornou às paradas globais: uma versão de 2006 por Sérgio Mendes com o Black Eyed Peas, usada em um anúncio da Nike durante a Copa do Mundo da FIFA daquele ano, tornou‑se um sucesso internacional, alcançando o topo das paradas nos Países Baixos e o Top 10 em vários países europeus.[1]

Por que é importante

"Mas Que Nada" é relevante porque ampliou o que o samba poderia ser em um momento crucial. Onde o samba clássico dos morros e a suavidade da bossa nova definiam cada um uma era, Jorge Ben os fundiu e impulsionou em um novo samba guiado pelo groove que apontava para o samba‑rock e a MPB das décadas seguintes.[2] E, por meio de Sérgio Mendes e de meio século de versões, tornou‑se o grande cartão de visita musical do Brasil — para milhões de ouvintes ao redor do mundo, o primeiro e mais familiar som do ritmo brasileiro, um companheiro moderno dos grandes clássicos como Aquarela do Brasil.

Referências

  1. 1.Mas que NadaWikipedia, 2026
  2. 2.The Brazilian Sound: Samba, Bossa Nova, and the Popular Music of BrazilChris McGowan and Ricardo Pessanha, Temple University Press, 2009

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Bailar Editorial Team. (2026). "Mas Que Nada": O Novo Tipo de Samba de Jorge Ben. Bailar Biblioteca. Recuperado em July 5, 2026, de https://getbailar.com/biblioteca/encyclopedia/samba/recordings/mas-que-nada

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Bailar Editorial Team. “"Mas Que Nada": O Novo Tipo de Samba de Jorge Ben.” Bailar Biblioteca, 2026, getbailar.com/biblioteca/encyclopedia/samba/recordings/mas-que-nada. Acessado em 5 July 2026.

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Bailar Editorial Team. “"Mas Que Nada": O Novo Tipo de Samba de Jorge Ben.” Bailar Biblioteca. Acessado em July 5, 2026. https://getbailar.com/biblioteca/encyclopedia/samba/recordings/mas-que-nada.

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Editor-chefe: Paul Thomas Plawin

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